As pessoas numa escada

(Rubens Sakay)

escadas

Não olhe para as pessoas como quem está numa escada.

Não encare a vida como uma escada onde você encontra pessoas abaixo e se compadece, e outras, você encontra acima de você e então as inveja.

Se coloque no mesmo plano das pessoas, e olhe para elas de igual para igual.

Exercite a empatia. Se coloque no lugar do outro para melhor entender o comportamento de cada um, suas necessidades, suas ansiedades e dificuldades.

Exercite a compaixão. Sinta você mesmo a dor do outro e queira que a dor cesse. Você pode não fazer nada, mas esse sentimento valioso vai provocar uma transformação na maneira como você vê as outras pessoas.

A empatia e a compaixão são sentimentos fundamentais para o exercício de relacionamentos maduros e saudáveis.

Quando percebemos que conseguimos experimentar estes dois sentimentos, é sinal de que já crescemos um pouco mais.

O contrário também é verdadeiro.

Se continuamos a levar a vida nos comparando com os outros como se estivéssemos numa escada, é sinal de que nos esquecemos de crescer. Podemos até ter a sensação de que estamos subindo na escada do materialismo, mas estamos descendo na escada do sentido da vida.

Para todos nós, há um benefício imenso em olhar as pessoas como iguais. Não nos sentimos diminuídos nem inflados, e isso nos faz bem.

Faz de conta

fazdeconta

Recentemente uma professora, que veio da Polônia para o Brasil ainda muito jovem, proferia uma palestra e, com muita lucidez, trazia pontos importantes para reflexão dos ouvintes.

– “Já vivi o bastante para presenciar três períodos distintos no comportamento das pessoas”, dizia ela.

“O primeiro momento eu vivi na infância, quando aprendi com meus pais que era preciso ser. Ser honesta, ser educada, ser digna, ser respeitosa, ser amiga, ser leal”.

“Algumas décadas mais tarde fui testemunha da fase do ter. Era preciso ter. Ter boa aparência, ter dinheiro, ter status, ter coisas, ter, ter e ter…”

“Atualmente estou presenciando a fase do faz de conta!”

Analisando sob esse ponto de vista chegaremos à conclusão que a professora tem razão. Hoje, as pessoas fazem de conta que está tudo bem.

Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem…

Profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita…

Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência! Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não justificamos!

Importante salientar, todavia, que essa representação no dia-a-dia, esse faz de conta causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento. A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba se traindo em algum momento. E isso é extremamente cansativo e desgastante.

A pessoa que vive de aparências, ou finge ser quem não é, corre sérios riscos de entrar em depressão. Isto é perfeitamente compreensível, graças à batalha que trava consigo mesma e o desgaste para manter uma realidade falsa.

Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a própria consciência.

Raras são as pessoas realmente autênticas. Por isso elas se destacam nos ambientes em que se movimentam.

São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer de conta. São profissionais éticos e competentes, amigos leais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinos que ministram.

São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e, acima de tudo, fiéis consigo mesmas.

Por todas essas razões vale a pena ser quem se é, ainda que isso não agrade os outros.

Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, mas sim, à nossa própria consciência!

A catadora de vidro

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Uma família de cinco pessoas estava passeando um dia na praia. As crianças estavam tomando banho de mar e fazendo castelos na areia, quando, ao longe, apareceu uma velhinha.

Seu cabelo grisalho esvoaçava ao vento e suas roupas eram sujas e esfarrapadas. Resmungava qualquer coisa, enquanto apanhava coisas da praia e as colocava em um saco.

Os pais chamaram as crianças e lhes disseram para ficar longe da velha.

Quando esta passou, curvando-se de vez em quando para apanhar coisas, sorriu para a família, mas seu cumprimento não foi correspondido.

Muitas semanas mais tarde, souberam que a velhinha dedicara a vida …à cruzada de apanhar caquinhos de vidro da praia para que as crianças não cortassem os pés.

Em nossas vidas é assim…algumas pessoas passam a vida inteira nos protegendo sem que saibamos… em troca nem bom dia…quanto mais um obrigado!!!

Mundo Real

(Letícia Thompson)

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Estamos vivendo um período em que procuramos suprir nossas carências no mundo virtual. Damos incondicionalmente do nosso tempo e oferecemos muito de nós. Nos abrimos, enviamos flores virtuais, abraços virtuais, palavras de consolo, infinitos bons dias e boas noites. Trazemos sonhos e oferecemos nossa amizade sem nos questionar.

Sabemos pouco uns dos outros, mas isso não tem importância. Quando a porta do mundo virtual se abre, entramos e não nos preocupamos em saber se existe uma porta de saída. Enquanto isso, ao nosso lado, na nossa vizinhança, na nossa cidade e, mesmo, dentro da família, as pessoas vão sendo deixadas.

Nos esquecemos do bom dia diário, do sorriso luminoso que pode iluminar o dia de alguém, de um olhar sincero do “pode contar comigo” que escrevemos tantas vezes a quem não conhecemos. Mas quando Deus permitiu que a internet fosse criada, foi para que mais portas se abrissem e não que outras fossem fechadas.

Penso que Ele queria que nos abríssemos para o mundo, mas que jamais desejou que nos fechássemos em nossa casa. Então, por que não trocar de vez em quando algum tempo diante do pc por uma boa xícara de café com alguém que conhecemos? No lugar de um e-mail de bom dia que vai ficar guardado numa caixinha virtual, um caloroso bom dia por telefone que vai ficar guardado no coração.

Uma boa gargalhada a dois, três ou mais pode ser ainda mais saudável que uma solitária diante de uma tela. Experimente de vez em quando voltar ao mundo real. Ser uma bênção virtual é enriquecedor e nos traz grandes satisfações. Mas se, além disso, podemos ser uma bênção real e uma real bênção, nossa missão de ser anjos na terra vai estar sendo maravilhosamente cumprida.

(Fonte)

A Lição da Tartaruga

tartaruga

Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.

Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.

O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos.

Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca.

Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.

Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: “Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga.
Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho.”

Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: “Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável.”
Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranquilamente em minha direção.

Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:
“Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade.”

As Sete Maravilhas do Mundo

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Um grupo de estudantes de geografia estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, aos estudantes foi pedido para fazerem uma lista do que eles pensavam que fossem consideradas as novas sete maravilhas do mundo. Embora houvesse algum desacordo começaram os votos:

1. A Grande Muralha – China

2. Cristo Redentor – Brasil

3. Petra – Jordânia

4. Taj Mahal – Índia

5. Coliseu de Roma – Itália

6. Chichén Itzá – México

7. Machu Pichu – Peru

Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina, não tinha virado sua folha ainda. O professor então perguntou à menina se tinha problemas com sua lista.

A menina quieta respondeu:

“- Sim, um pouco, eu não consigo fazer a lista, porque são muitas maravilhas.” O professor disse:

“- Bem, diga-nos que o que você tem, e talvez nós possamos ajudá-la.”

A menina hesitou, então leu:

“- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:

1. tocar

2. sentir sabor

3. ver

4. ouvir

Hesitou um pouco e então…

5. sentir

6. rir

7. e amar

A sala então ficou completamente em silêncio.

É fácil para nós, olhar as façanhas do homem. Nós negligenciamos tudo o que Deus fez para nós.

Que você possa se lembrar hoje, daquelas coisas que são verdadeiramente maravilhosas.

“Faça tudo de bom que você puder para todas as pessoas que você puder, quando você puder.”